Turismo: São Paulo é a única das capitais com nota máxima em todas as categorias

O mercado hoteleiro de São Paulo é o único que se apresenta como "saudável" em todas as categorias avaliadas pelo Placar da Hotelaria 2015. A cidade é "bola cheia" tanto no segmento econômico, quanto no midscale e upscale. A ocupação prevista para o ano que vem em cada segmento é, respectivamente: 72%, 66% e 68%.


Produzido pelo Fohb, com assessoria Hotel Invest (HVS) e Senac São Paulo, o documento, que já é tradicional desde agosto de 2010, foi criado para mostrar um panorama do desempenho da hotelaria durante a Copa do Mundo de 2014, especialmente nas cidades-sede da Copa.

Tabela das capitais.
foto: reprodução


"Em pesquisa divulgada pelo Ministério do Turismo e pelo Instituto Datafolha, o item “hospitalidade” foi um dos mais elogiados pelos turistas, sendo que 95% deles disseram que pretendem retornar ao Brasil. Isso se reflete no legado que um evento desse porte pode gerar: a imagem positiva do nosso país divulgada interna e externamente. A partir de agora, esperamos um trabalho conjunto entre a iniciativa pública e privada para a exposição dos destinos nacionais em todo o mundo", afirma Roberto Rotter, presidente do Fohb e diretor da Rede Plaza de Hotéis, Resorts & SPAs.

Contudo, o documento aponta que "sob o ponto de vista da evolução da demanda hoteleira, a desaceleração da economia brasileira tem contribuído negativamente para o desempenho de alguns dos mercados estudados". Ainda de acordo com a publicação, "para 2015, o ritmo de investimentos na economia deverá ser menor do que o observado em anos anteriores e muitos analistas entendem que será um ano de ajustes fiscais e possíveis reformas. Apesar disso, alguns mercados apresentam realidades locais distintas e devem conseguir manter bons níveis de crescimento de demanda". Há ainda o reforço de que, "com poucas exceções, o setor está longe de vivenciar a crise generalizada de condo-hotéis que marcou o início dos anos 2000 em algumas capitais".



Classificação
Fortaleza se destaca positivamente no midscale (71%). O segmento econômico é rentável em Curitiba, onde a previsão para 2015 é que a ocupação chegue aos 69%. No Rio de Janeiro, tanto os mercados econômicos (73%) quanto o upscale (64%) são saudáveis. Por outro lado, Curitiba (64%)  e Rio (65%) inspiram cautela no midscale.

Já Belo Horizonte e Manaus apresentam o risco máximo tanto no segmento econômico quanto no midscale e não há dados para avaliação da categoria upscale. Já no caso de Cuiabá, o único dado disponível é na categoria midscale, na qual é classificada em nível crítico.

No nível "crítico", a ocupação prevista para 2015 varia entre 38% e 52%. No nível "ruim", o índice fica entre 53% e 58%. Apenas o midscale deRecife foi classificado como "preocupante", com ocupação de 58% prevista para o ano que vem. Entre os mercados que demandam "cautela", a perspectiva de ocupação vai de  61% a 65%. 



Números
A 6ª edição do Placar da Hotelaria 2015 (Nov/2014) traz algumas mudanças em comparação com a edição anterior. Dos mercados analisados, quatro tiveram aumento de nova oferta com previsão de inauguração até 2015: Cuiabá (+1 hotel), Fortaleza (+1), Recife (+1) e Rio de Janeiro (+5). Nas demais capitais, o número de novos projetos permaneceu estável ou foi reduzido. Alguns projetos tiveram suas aberturas adiadas, devido, principalmente, a atrasos nas obras.

Dos 107 novos projetos considerados para as 12 capitais analisadas, 65 hotéis (ou 61% do total) deverão entrar em operação em 2014 e 42 (ou 39% do total) deverão ser inaugurados até o final de 2015. Dos 65 projetos previstos para 2014, 33 já foram inaugurados no 1º semestre do ano e estão em operação. No total, os novos hotéis incluídos no estudo do Placar representam um incremento de 16% na oferta de quartos atual nas cidades-sede, somando 19.242 novas UHs previstas para serem inauguradas até 2015 – destas, 5.409 já entraram em operação.

Somente nos hotéis de redes associadas ao Fohb, foram 980 mil diárias comercializadas durante o período da Copa. Durante os dias de jogos e vésperas todos os destinos alcançaram ocupação de, pelo menos, 80%. A exceção foi São Paulo, que detém o maior parque hoteleiro do país e obteve ocupação média de 66% nesses dias. O Rio de Janeiro liderou a taxa de ocupação não só nos dias de jogos (92%), mas também em todo o período da Copa (87%).

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