RIO - No último final de semana, o Ultimate Fighting Championship (UFC) quebrou uma barreira que há pouco tempo parecia intransponível. As americanas Ronda Rousey e Liz Carmouche protagonizaram o primeiro combate feminino da organização, que teve sua primeira noite de lutas há quase 20 anos, em novembro de 1993. O feito inédito não agradou a todos. Criador do UFC, o brasileiro Rorion Gracie não vê com bons olhos a entrada das mulheres no evento.
Rorion Gracie disse que não queria colocar mulheres para brigar quando criou o UFC
FOTO: Eduado Zobaran / O Globo
- As coisas estão mudando e as mulheres estão fazendo de tudo, mas a minha intenção ao criar o UFC não era botar mulher para brigar - disse por telefone ao GLOBO.
Rorion estará no Rio para ministrar uma palestra na Casa do Saber, na próxima quarta-feira, em que vai falar sobre a idealização do UFC e sua nova empreitada, a Dieta Gracie (GracieDiet.com.br), em que propõe mudanças no estilo de vida através da alimentação. Aos 61 anos, ele se descreve como conservador quando o assunto é ver as mulheres em cima do octógono. "Aprendi com o meu velho", conta o filho de Hélio Gracie, lenda do jiu-jitsu. Apesar de afirmar que em sua família as mulheres são mais bravas do que os homens, ele não recomendaria a uma Gracie as lutas profissionais de MMA.
- A mulher representa uma feminilidade que tem que ser protegida. O vale tudo distorce essa imagem - explica o faixa-vermelha de jiu-jitsu, que ressalta: - Hoje em dia, as mulheres estão ficando cada vez mais eficientes em áreas que eram vistas como exclusivamente masculinas, como levantamento de peso, boxe e MMA.
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