Caracterizada como uma doença crônica que atinge o metabolismo humano, mantendo elevado o nível de açúcar no sangue, o Diabetes Mellitus também pode comprometer a saúde ocular. A ocorrência de lesões nos vasos sanguíneos que nutrem a retina caracteriza a chamada retinopatia diabética, doença que atinge 80% dos diabéticos com 25 anos ou mais de doença.
Day Horc, primeiro mundo na Bahia.
foto: divulgação
O controle da diabetes retarda o aparecimento e reduz a progressão da doença ocular. No entanto, quando instalada, a retinopatia diabética deve ter tratamento oftalmológico específico. A partir da sobrecarga de açúcar no sangue presente em pacientes diabéticos, a retinopatia diabética é caracterizada pelo vazamento de líquido e sangue no interior do olho, desfocando a visão. “Com o agravamento, esses vasos podem se romper, provocando hemorragias. A isquemia conseqüente ocasiona a formação neovascular, que pode levar ao descolamento da retina”, explicou a médica oftalmologista do DayHORC, Tâmara Lopes (CRM - 14.784).
Ainda segundo a médica, a doença apresenta comportamento mais agressivo, com risco de perda da visão nos pacientes insulino-dependentes. “O controle rigoroso do Diabetes Mellitus, caracterizado pela deficiência da insulina, retarda o aparecimento e reduz a progressão da retinopatia. Uma vez instalada, a doença necessita de tratamento oftalmológico específico”, acrescentou a médica Tâmara Lopes. O diabetes ainda pode gerar o surgimento de vasos sanguíneos anormais na íris, ocasionando o glaucoma neovascular.
Sintomas e tratamento A retinopatia diabética não provoca dores, impossibilitando o paciente de perceber os sintomas. No entanto, a doença é caracterizada pela baixa da visão com perda gradativa do foco, também chamada de vista embaçada que ocorre progressivamente. “Somente no caso de hemorragia vítrea, essa perda do foco é súbita, podendo, inclusive, surgir manchas ou pontos escuros no eixo da visão. Assim, a falta de uma
sintomatologia específica dificulta o diagnóstico, que só pode ser feito por um oftalmologista através de exames especializados de mapeamento e angiografia da retina com contraste”, definiu o médico
oftalmologista Wilson Cabral (CRM - 18.529).
A melhor forma de prevenir a retinopatia diabética é através de consultas regulares com oftalmologistas especialistas em retina e vítreo, controle rigoroso do nível de açúcar, das gorduras (triglicerídeos, lipídios e colesterol) no sangue e da pressão arterial sistêmica. “Quando a doença já está instalada, o tratamento é
feito com laser, que busca evitar novos vazamentos na retina, ou com a terapia antiangiogênica, que inibe a proliferação neovascular”, finalizou o especialista. Nos casos de descolamento da retina ou hemorragia vítrea significativa, o tratamento indicado é a vitrectomia, microcirurgia que visa remover a hemorragia juntamente com o humor vítreo (gel natural que preenche o globo ocular), substituindo-o por outro líquido semelhante (geralmente silicone).








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