No último dia 28 de julho, o cabofriense Victor Ribas machucou-se
durante uma sessão de free surf no canto esquerdo da Praia Grande,
Arraial do Cabo (RJ).
Depois de posicionar-se mais para o inside em busca das ondas rápidas
e tubulares, Vitinho foi surpreendido por uma pilha de pedras,
despejadas no pico há muitos anos por uma empresa local que trabalhava
com calcário.
O atleta ainda tentou saltar por trás da onda, mas já era tarde
demais. Vitinho cortou o pé direito e bateu as costas e a cabeça nas
pedras.
“Entrei na onda, que era bem pequena por sinal, e logo vi que estava
meio em cima das pedras. Achei que daria pra passar, mas ela começou a
secar e minha quilha começou a bater nas pedras”, relata o surfista.
“Depois tentei ir um pouco para cima da onda e saltar por trás dela,
mas foi tarde demais. Fui jogado para cima deste quebra-mar de pedras
com cracas e mariscos. Tudo aconteceu muito rápido, senti uma pancada
muito forte na região lombar e logo em seguida bati com a cabeça e
fiquei de costas nas pedras. Só deu tempo de tirar a cordinha e pular na
água”, detalha Ribas.
“Quando saí percebi que meu pé tinha um buraco muito grande no
calcanhar, acho que foi logo no começo do acidente, quando tentei parar
com o pé”, conta Victor Ribas, socorrido logo em seguida pelo Corpo de
Bombeiros.
“Fui muito bem atendido no hospital geral de Arraial do Cabo. A
equipe cuidou muito bem dos meus ferimentos. Depois fui transferido para
o hospital São José, em Cabo Frio, onde fizeram mais exames e me
liberaram de noite, quando viram que não tinha nenhuma fratura”.
Além do corte no pé, o surfista ainda sente dores na região lombar e
faz um tratamento para cicatrização dos ferimentos na clínica O2HLagos -
Centro de Medicina Hiperbárica, localizada em Cabo Frio.
Orgulho de sua cidade natal, Victor Ribas, 38, deve ficar de molho
por um mês. O atleta teve que cancelar uma viagem para a Europa, onde
disputaria etapas do WQS. Campeão da divisão de acesso ao Circuito
Mundial em 1997, Vitinho é o brasileiro que possui a melhor colocação
no World Tour, com um terceiro lugar no ranking de 1999.
“Acho que foi sorte, poderia ter sido pior. Daqui a um mês já estarei de volta. Abraço a todos e boas ondas”, finaliza Victor.
fonte: WAVES








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